Proibição de contato direto com servidores da ANVISA é mais um absurdo

 

24/06/15 07:23 AM

 

 

 

 

Não bastasse atender de forma ineficiente aos usuários e os despachantes aduaneiros, ser burocrática e provocar o atraso nos desembaraços aduaneiros das mercadorias, gerando milhões de reais em prejuízos aos importadores e, consequentemente aos cidadãos nas prateleiras dos supermercados, farmácias e comércios, a ANVISA proibiu seus servidores que trabalham na Coordenação de Portos, Aeroportos e Fronteiras no Rio de Janeiro de trataram pessoalmente dos processos com os representantes das empresas, determinando que tudo deve ser realizado e acompanhado via sistema. O único contato que se tem com alguém da Agência no seu posto do terminal de cargas do Aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro, é feito através de um estagiário, apenas por aquele “buraquinho” do balcão de atendimento, e limitado ao protocolo. 

 

O problema é que, além de sua ineficiência, ao determinar que a única forma de contato e acompanhamento do processo será pelo computador, a ANVISA parece não lembrar que disponibiliza aos usuários e seus despachantes um sistema que fica fora do ar duas a três vezes por semana, isso quando a queda não dura horas, fica offline o dia inteiro, impedindo o deferimento das licenças de importação e até o protocolo dos processos.

 

Esse verdadeiro absurdo dos servidores da ANVISA não atenderem os usuários pessoalmente começou no final do ano passado, aos poucos, até chegar ao ponto que se encontra. Não estamos falando em ter servidores dedicados, mas, em alguns casos, é necessário conversar tecnicamente sobre algum tema, alguma exigência ou divergência, até porque estamos falando de uma das autarquias mais burocráticas e atrasadas do comércio exterior, atualmente, o maior alvo de reclamações dos usuários.

 

Por que os usuários e despachantes não podem ter contato com os servidores da ANVISA? Qual o problema? Precisamos de respostas, porque não são raros os casos em que questões importantes para os deferimentos de licenças de importação deixam de ser tratadas por conta desse afastamento criado pela Agência. É importante lembrar que o Serviço Público é custeado pelos contribuintes, portanto, merecem ser tratados como clientes e não como pedintes de favores.

 

A USUPORT-RJ deixará registrada sua indignação em relação ao tratamento que a Agência vem dispensando aos usuários importadores e aos seus despachantes aduaneiros. As mudanças prometidas há um mês atrás pela ANVISA até agora não foram sentidas, pois a análise documental e  os deferimentos das licenças de importação continuam demorando 15, 20, até 30 dias.  Enquanto isso, as mercadorias ficam paradas nos terminais pagando armazenagens, energia elétrica no caso de unidades frigoríficas, demurrages caríssimas, diárias de caminhões, etc.

.

 

 

André de Seixas

Criador e Editor do Site dos Usuários dos Portos do Rio de Janeiro

E-mail: uprj@uprj.com.br

 

O texto acima reflete a opinião do autor e do UPRJ

 

 

   

®  UPRJ - SITE DOS USUÁRIOS DOS PORTOS DO RIO DE JANEIRO. Todos os direitos reservados           Site e logomarcas desenvolvidos por André de Seixas