Heranças malditas de políticos fazem Docas do Rio perder alfandegamento

 

 

20/05/15 09:36 AM

 

No dia 13 de maio de 2015, foi publicado no Diário Oficial da União o ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO N°. 16, DE 27 DE ABRIL DE 2015, assinado pela Superintendente da 7ª Região Fiscal da Receita Federal Eliana Polo, determinando, em seu Art. 1°, o desalfandegamento dos recintos administrados pela Cia. Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) no Porto do Rio e, em seu artigo 2°, revogando o Ato Declaratório Executivo SRRF07 nº352, de 19 de 23 dezembro de 2004, que declarava alfandegada as áreas da CDRJ, bem descritas e detalhadas no normativo. Cabe salientar, que o desalfandegamento não afeta as áreas arrendadas pela iniciativa privada, ou seja, Libra, Multiterminais (MultiRio e Multicar), Triunfo e outros estão operando normalmente.

 

 

 

Leia também

PMDB quer a Docas do Rio de qualquer maneira. Não emplacou o filho, agora vem o pai

Usuport-RJ se reunirá com o TCU para tratar do aparelhamento da Docas do Rio

Dança das cadeiras na Docas do Rio de Janeiro

Políticos e seus apadrinhados não encontrarão potes de ouro na Docas do Rio

 

Lamentavelmente, a Receita Federal desalfandegou as áreas da CDRJ, porque a empresa passa por gravíssimos problemas financeiros e deve muito ao fisco e ao Governo Federal que, apesar de ser seu principal acionista, ao invés de injetar dinheiro na companhia, injeta apenas sanguessugas de partidos políticos que, por décadas, aparelharam, fatiaram e detonaram a Autoridade Portuária. Segundo informações, a CDRJ já acionou seu departamento jurídico para correr atrás de mais um prejuízo, de tantos, deixados pelas sanguessugas.  

 

Todos estão acompanhando a nossa batalha para manter a atual gestão da companhia, feita por doqueiros de carreira, que necessitam da empresa para sobreviver, e evitar que sanguessugas indicadas por políticos entrem novamente na CDRJ, façam mais estragos e depois mandem uma banana para os nossos portos. Embora nossas chances de evitar mais este absurdo sejam pequenas, não desistiremos. Fizemos uma excelente reunião com o TCU, contamos o escárnio, e o Tribunal está pronto a receber nossas denuncias.

 

Lamentavelmente, neste exato momento, do ponto de vista legal, nada podemos fazer para evitar mais um aparelhamento da CDRJ e defender o fortalecimento da Autoridade Portuária. O que podemos fazer limita-se apenas ao protesto no sentido de chamar atenção da sociedade e dos players dos portos administrados pela CDRJ que um novo aparelhamento da estatal se avizinha e que, provavelmente, a companhia não resistirá a mais um ataque dos nossos caríssimos políticos, que não estão nem aí para a CDRJ, para os portos, para as empresas e para o interesse público que existe sobre atividade.

 

Em meio a tantos escândalos de corrupção, a situação financeira dos políticos é crítica, pois suas “fontes de renda”, momentaneamente, estão secas e eles precisam ocupar o que for possível para garantir “o leite das crianças”, afinal de contas, ano que vem tem eleições municipais e a “máquina da desgraça da sociedade” precisa ser alimentada, custe o que custar, doa a quem doer.

 

Enfim, a atual gestão tem a árdua missão de receber as heranças malditas deixadas pelos nossos políticos e tentar, de alguma forma, reerguer a companhia e resgatar a sua dignidade.

 

 

 

André de Seixas

Criador e Editor do Site dos Usuários dos Portos do Rio de Janeiro

E-mail: uprj@uprj.com.br

 

O texto acima reflete a opinião do autor e do UPRJ

 

 

   

®  UPRJ - SITE DOS USUÁRIOS DOS PORTOS DO RIO DE JANEIRO. Todos os direitos reservados           Site e logomarcas desenvolvidos por André de Seixas